Engenharia genética: como células tronco ajudam na reconstrução óssea

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Com os avanços da engenharia genética, as células tronco passaram a ser usada com diferentes objetivos, dentre os quais a reconstrução óssea.

Ao redor de todo o mundo existem diversos grupos de pesquisa que estão trabalhando com teste de DNA buscando novas alternativas que possam ser aplicadas na medicina.

Por meio de células tronco retiradas do próprio organismo do indivíduo, seria possível promover a reconstrução óssea em casos de fraturas, malformações congênitas e também em doenças como é o caso da osteoporose.

Isso é um enorme avanço visto que as doenças ósseas são de difícil tratamento e, atualmente existem poucas alternativas realmente eficientes.

Nesse artigo você verá algumas questões à respeito das terapias que estão sendo estudadas para a reconstrução óssea.

Pesquisas com células tronco relacionadas à reconstrução óssea

Um dos primeiros resultados obtidos anos atrás pelo grupo de pesquisa do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (Cegh/USP), foi a capacidade das células da tuba uterina em fornecer células-tronco adultas mesenquimais, ou seja, que possuem potencial para se diferenciar em outros tecidos.

De acordo com experimentos realizados com camundongos,esse material biológico seria então capaz de promover a reconstrução de:

  • Ossos;
  • Cartilagens;
  • Músculos

Com essa pesquisa o objetivo seria estudar a regeneração óssea tanto em indivíduos que sofreram lesões como fraturas quanto em bebês que nascem com malformações e, também em casos de osteoporose.

Para a execução desse estudo foram utilizadas células tronco provenientes de diferentes tecidos corporais, predominantemente humanos.

Foram usadas fontes celulares que incluem polpa do dente de leite, tecido adiposo, células das trompas, todas conhecidas pela presença desse tipo celular.

Uma das grandes vantagens de se usar as células provenientes da tuba uterina é que isso poderia beneficiar o tratamento da osteoporose, visto que a doença acomete principalmente as mulheres.

Como os estudos foram realizados

Antes de mais nada, após a coleta das células do organismo é necessário mensurar o potencial de diferenciação do material.

Posteriormente são realizados vários testes in vitro para verificar a capacidade dessas células em formarem especificamente tecidos ósseos.

Feito isso inicia-se a parte mais importante do experimento em que dois grupos de camundongos são comparados para avaliar a reconstrução óssea.

O primeiro grupo possui lesão mas não é submetido às aplicações de células tronco, enquanto que o segundo grupo possui lesão e é submetido ao tratamento.

Por meio das observações realizadas pelo grupo de pesquisa da USP foi percebido que os animais que tiveram a aplicação da membrana com células-tronco tiveram a cicatrização óssea bem mais acentuada com relação ao outro grupo.

Nesses experimentos, além das células em si foram usados também moldes de fixação das células antes da aplicação em si.

A etapa seguinte do estudo é fazer a utilização do método em experimentos com seres humanos e assim avançar ainda mais nessa área da medicina e tecnologia.

Cirurgia plástica

Assim como outras diversas áreas da medicina estão em busca de alternativas com o uso de células tronco, isso ocorre também com a cirurgia plástica.

A regeneração por meio de células tronco não somente contribui para a formação de novas estruturas ósseas que foram danificadas, como também de tecidos, como vasos sanguíneos, por exemplo.

Terapia combinada com células-tronco para osteoporose e lesões vertebrais

Em uma pesquisa recente feita pelo Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles (EUA) demonstrou que quando combinadas com o hormônio da paratireóide, as células tronco adultas podem promover uma massiva regeneração óssea.

Essa técnica possui potencial elevado para que seja aplicada sobretudo em fraturas, visto que o estudo que foi publicado na revista Molecular Therapy comprovou a eficácia da terapia combinada na melhora da cicatrização dos ossos em casos de fraturas.

De acordo com esse estudo que usou modelos animais, todos os dias o hormônio foi injetado, juntamente com cinco aplicações de células tronco. Isso foi feito em um período de 21 dias.

Apesar de terem efeitos benéficos mesmo separados, quando são aplicados simultaneamente os resultados foram muito melhores.

Com esses resultados excelentes os pesquisadores veem com bons olhos o futuro da aplicação disso em casos de pacientes com osteoporose ou em casos de fraturas por compressão vertebral.

Geralmente os casos de fratura por compressão vertebral acontecem devido ao enfraquecimento dos ossos em decorrência da osteoporose em graus mais avançados.

A osteoporose é uma doença grave que acomete muitas pessoas ao redor do mundo e possui consequências graves, que inclui até mesmo a morte.

Infelizmente os tratamentos disponíveis atualmente são ineficazes para a regeneração dos ossos e por isso a aplicação da engenharia genética nesse caso é muito bem vinda.

Como visto nesse texto existem várias aplicações muito importantes para as terapias com células tronco relacionadas à reconstrução óssea.

Se os estudos forem bem sucedidos isso representará um enorme avanço científico de grande contribuição para a medicina em casos de lesões, malformações e doenças degenerativas como a osteoporose.

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